Quarta-feira, Maio 20, 2009

Hoje tinha mesmo de sair à cena o post, é o meu dia!!!!!!!!!!

“Desta vez pensei sobre a fragilidade

Ouvi ao longe uma explosão

E vi lágrimas e sangue e tanta dor

E várias mãos douradas a segurarem-me

A prenderem-me a abraçarem-me


E o túnel vertiginoso a deslizar nos meus olhos

E medo tanto medo tanto tanto tanto

E a mão dourada a tentar alcançar-me

E a mão dourada pousada na minha testa


E pensei que as pessoas de cristal se estilhaçam

Que as cidades não suportam pessoas de cristal


E nesse momento soube que há mãos que nos seguram

Que o amor não tem limites nem espaço nem tempo”

 

Algures no blog “Sítio da Saudade



(um fim de tarde divinal na Tocha, 3-5-2009
Obrigada pela companhia e por tudo)


 

Hoje é um dia muito especial para mim, é o dia do meu aniversário :)

É o dia em que tento ao máximo estar com os meus amigos seja de que forma for. Falar com eles, rir com eles, chorar com eles, para mim é essencial sempre, mas partilhar a minha felicidade neste dia é obrigatório!

Nada melhor que este texto para hoje. Este texto reflecte muito do que tenho vindo a “perceber” ao longo destes últimos tempos.

Embora já soubesse, estes últimos meses têm-me mostrado que de facto eu tenho amigos que me seguram, que me suportam, tenho pessoas que me rodeiam e que são as mãos douradas que me ajudam a não desanimar…

A estes amigos o meu muito obrigada por existirem, por me mostrarem como é bom viver, por sentir que me adoram independentemente de todas as asneiras que vou fazendo :) e por me segurarem sempre que parece que estou a cair! Adoro-vos!

 

Guida e Hugo apesar de longe estão sempre na minha vida e eu falhei-vos. Sei que há coisas que não controlamos mas sinto-me muito mal com o que aconteceu. Aproveito agora para vos pedir de novo desculpa e dizer que este dia apesar de meu é vosso também… Vão estar comigo sempre, adoro-vos!

 

Susanita, para ti não tenho palavras :) tens tido tanta paciência para mim e para as minhas dúvidas :D que só posso passar o resto da minha vida a pagar tudo o quanto me dás!

 

Dora, companheira de uma vida, andas mais ausente mas sei que me queres bem, que me adoras :) e que me aparas os jogos todos quando preciso de desculpas ;) Espero que não me ligues do Porto no sábado a dizer que ainda tas a trabalhar às
19h30 :P até te desfazia :D

 

Alf, uma vez mais o primeiro mas apenas porque tens a mania de chegar adiantado ;) Nino windo :o ) tu estás numa categoria que não sei definir, tu és o tipo de amigo que não sei descrever apenas sei dizer que quando apareces trazes a vida contigo, a alegria, a luz! Não sei como mas adivinhas sempre quando preciso das mãos douradas…

 

Manita linda, adoro tu e estou morta de saudades tuas. Estou super feliz por ti e quero muito ver-te, ou melhor, ver-vos… Estou desejosa por conhecer o meu sobrinho lindo que aí vem :D Espero que de feitio saia à tia emprestada :D

 

Eurico, para ti o meu muito obrigada por teres aparecido na minha vida e por não teres fugido apesar de te ter tentado mandar embora :) És demasiado importante agora para te perder e por isso te digo, fica e quem sabe vencerás!




(lindo, não é? eu acho!)

Gostas de Xutos, já sei, e adoras a música “O Sangue da Cidade” mas deixa que te diga que és de cá sim e ainda bem que assim é ;) onde encontraria outro olho como o teu? ;)

 

(1 de Maio de 2009, Queima das Fitas, Coimbra
Adorei esta noite e toda a partilha que houve!)

 

Beijinhos bem grandes para alguém muito especial para mim, tu, menino do olho lindo!

Marujo, desculpaaaaa! Não sei como posso ter-me baralhado com o teu dia de aniversário :( Espero que tenhas tido um dia muito bom e que aceites os meus parabéns mais que atrasados!
Tenho tantas saudades dos tempos que passavamos horas na net à conversa, porque será que o estudo e o trabalho nos privam tanto? Beijinhos enormes e vê se podes perdoar-me!


Bem a hora vai adiantada e eu preciso ir descansar, assim despeço-me deixando beijinhos enormes para todos os que me acompanham aqui e na minha vida além internet. Obrigada por estarem presentes!

Publicado por mar_praia em 03:20:14 | Permalink | Comentários (4)

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

“E eu, e Tu”

”Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.

Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

(algures entre a Figueira e a Tamargueira)

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.”

 

Pontes Entre Nós – Pedro Abrunhosa

 

 

Pois é, cá estou eu de volta :D para vos fazer um ponto de situação!

 

Os exames correram mal :( mas sobrevivi e agora começou o novo semestre… Há que superar o menos bom e tentar fazer melhor!

Depois de falar com os meus patrões, vou voltar às aulas, as Quartas-feiras de manhã serão passadas na faculdade, das
8:30 às 13:30 só com uma cadeira :( mas tem de ser, preciso de a fazer por avaliação contínua!

 

A família está bem. A mãe já está reformada :) , o mano vai ser pai outra vez, desta é um menino, a mana está a fazer mestrado, a sobrinha está óptima e faz hoje 8 anos, a avó recuperou totalmente e está bem…

 

Os amigos, hummmm…

Uns tão longe, mas sei que bem :P Outros longe estão e nada sei deles, o que me deixa bem triste e até um pouco preocupada… Dos que estão por perto, felizmente andam todos em fase positiva :D o que me deixa a mim também bem!

 

Nos amores ;) a coisa vai andando… Não estou no paraíso mas a vida já foi mais madrasta para mim. Preciso lutar para que o que tenho agora e que parece estar a quer pegar, pegue! Preciso principalmente ter a certeza que é mesmo por este caminho que quero ir :) Preciso saber o que quero e tenho medo de não saber :S Preciso acreditar que também posso ser feliz!

Sei que as distâncias são por vezes barreiras, sei que o facto de cada um ter a sua vida estabelecida em locais e ritmos tão diferentes pode tornar-se um grande obstáculo, mas também sei que se quisermos podemos fazer com que as pontes não caiam entre nós!

 (Ponte “Europa”, Coimbra, foto daqui)

Mas é verdade que “Eu tenho medo” no entanto,


era bom, não era? :D
 

De que mais posso falar-vos?

Futebol, todos vêem o estado em que as coisas andam :p O SCP até já ganha ao SLB :D e eu sei quem lá esteve a ver e ficou mortinho de raiva :P Azares da vida :D Quando estivermos juntos consolo-te com todo o gosto :p

A minha Académica lá ganhou desta vez, mas logo ontem que eu não fui à bola pois andei a passear mais a minha Susanita por terras nunca dantes navegadas por mim :P e tudo por causa dumas pernas que a enfeitiçaram :D

 

Passeios, tenho feito alguns :) Os normais até à Figueira, mesmo sem motivo e os que vou arranjando inseridos nas minhas pequenas aventuras :P

(22-2-2009, Buarcos)


Ai vou, vou :D

Por último deixar beijinhos aos aniversariantes deste mês, HM, já contas mais um, tás a ficar velho ;)

Tânia, mais velha e mais “gordita” (tudo graças ao sobrinho lindo que me vais dar :p) Duplos parabéns!

Pai, mais um ano e felizmente cá contínuas a comemorar com a gente. Parabéns pelos teus 63
 

aninhos,   quero pelo menos mais 50 :P

 

Avó tu também pertences ao grupo dos aniversariantes :) muitos parabéns e venham muitos mais anos no meio de nós!

Leonor, sobrinha do meu coração, fazes hoje 8 anos, fazes a tua tia velha ;) mas fazes também a tua tia muito orgulhosa de ti e muito feliz.

 

Agora está mais que na hora de ir dormir que o fim-de-semana foi de loucos e descanso precisava-se :D

 

Deixo-vos muitos beijinhos e votos de uma semana excelente!

Publicado por mar_praia em 03:30:09 | Permalink | Comentários (2)

Segunda-feira, Fevereiro 9, 2009

Lembrei-me…

“Sentei-me numa pedra nua
Numa noite de luar
A luz da lua esbatia-se
Num mar calmo e resignado
Negro, solto, misterioso

(Furadouro, Janeiro 2009)

Sentei-me nessa pedra sobre o mar
E dele senti o gelo que me tocou
Juntando-se ao gelo de mim
Invadindo a minha alma
Numa sintonia de sentimentos

Olhei para o mar com olhos de perda
E lembrei-me de uma noite antiga
Em que pensei viver um sonho de verão
E afinal…tinha somente começado
Mais um perder na minha estrada
Da vida

Lembrei-me de um mar revolto
Azul profundo e quente
Um céu estrelado e envolvente
Uma noite mágica e perfeita

(Passagem de Ano 2008/2009, Coimbra)

Lembrei-me de uns olhos castanhos
Que pareciam querer dar-me tudo
De umas mãos quentes e firmes
De uma boca bela e provocante
De uma voz profunda
Sussurrando palavras sem nexo
Outro que não o do desejo e da paixão

Sentada na pedra solitária
Olhando o mar gelado a beijar-me os pés
Lembrei-me de ti e daquela noite mágica
E sorri”

 

Autora: Moonlight

 

 

 

Mais um texto “roubado” a esta menina que resolveu parar de escrever mas que nos deliciava e que me deixa muita saudade! Mais um tão sentido, tão adaptado a mim…

 

Agora que a época de exames terminou, agora que acho que as coisas no trabalho vão acalmar acho que poderei dizer que tudo se prepara para eu voltar :D

Até esse dia deixo-vos muito beijinhos…

Votos de uma semana maravilhosa!

Publicado por mar_praia em 01:28:47 | Permalink | Comentários (3)

Quinta-feira, Janeiro 22, 2009

Era uma vez…

“Era uma vez um pensamento teu
Quase podia ser segredo meu
E teu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subir o teu corpo
Cair do teu sonho
E ficar em nós

Era uma vez um medo que voou

Que se fez asa, sopro, ar
Nunca mais voltou
E eu sem saber porquê fui atrás
E ainda o vi
Esconder-se de ti

Era talvez um tempo de te amar
Era talvez um tempo de sentir

Era uma vez um pensamento meu
Quase podia ser segredo teu
E meu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subires o meu corpo
Caíres do meu sonho
E ficares em nós

Era uma vez um sonho que não sei
Que se fez asa, sopro, ar
Quase lhe toquei
E a pressentir porquê fui atrás
E ainda o vi
A esconder-se em mim
Era talvez um tempo pra te dar
Era talvez um tempo de te amar

O tempo que não foi tempo não passou
O sonho que se fez pele e se guardou
Aqui ficou
Como se fosse sopro, asa, ar
Escondeu-se em nós
E no teu olhar
Fica pra sempre um tempo de te amar
Fica pra sempre um pouco do que sou”


 

Era uma vez um Pensamento Teu – Mafalda Veiga

Tenho andado ausente daqui mas apenas por falta de tempo… Sim, podem achar que fui uma amiga da onça que nem no Natal nem no Ano Novo cá vim desejar Boas Festas. Mas estiveram sempre no meu pensamento e nos meus pedidos para o novo ano também estiveram comtemplados!

Deixo um beijinho a quem passa e um agradecimento muito especial a quem ainda volta…

Publicado por mar_praia em 02:15:19 | Permalink | Sem Comentários »

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

Porque ainda esperas???


(retirado daqui)


“Confias no incerto amanhã? Entregas
às sombras do acaso a resposta inadiável?

Aceitas que a diurna inquietação da alma

substitua o riso claro de um corpo

que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,

os instantes; e nos lábios dessa que amaste

morre um fim de frase, deixando a dúvida

definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,

para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém,

nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;

e abraças a própria figura do vazio. Então,

por que esperas para sair ao encontro da vida,

do sopro quente da primavera, das margens

visíveis do humano? “Não”, dizes, “nada me obrigará

à renúncia de mim próprio — nem esse olhar

que me oferece o leito profundo da sua imagem!”

Louco, ignora que o destino, por vezes,

se confunde com a brevidade do verso.”

 

Carpe diem  - Nuno Júdice

 

Beijinhos enormes e votos de uma excelente semana para todos!

Publicado por mar_praia em 19:15:05 | Permalink | Comentários (1) »

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

“Quero Sim” dar-te muitos parabéns, Guida!

Deixo apenas uma música linda que não canso de ouvir…

(Antes de clicar no play é melhor desligar o video que está na barra lateral para não ter duas músicas ao mesmo tempo)


           

“Eu estou com saudades
Da nossa amizade

Do tempo em que a gente

Amava se ver

 

Eu não sou palavra

Eu não sou poema

Sou humana pequena

A se arrepender

 

Às vezes sou um dia

Às vezes sou um nada

Hoje lágrima caída

Choro pela madrugada

 

Às vezes sou fada

Às vezes faísca

Estou ligada na tomada

Numa noite mal dormida

 

(2x)

 

Se o teu amor for fragil e não resistir

E essa mágoa então ficar eternamente aqui

Estou de volta a imensidão de um mar que é feito de silêncio

 

Se os teus olhos não refletem mais o nosso amor

E a saudade me seguir pra sempre aonde eu for

Fica claro que tentei lutar por esse sentimento

 

Diga sim ouça o som

Prove o sabor que tem o meu amor

Cole em mim a tua cor

Eu te quero sim sem dor

 

(2x)

 

Às vezes sou um dia

Às vezes sou um nada

Hoje lágrima caída

Choro pela madrugada

 

Às vezes sou fada

Às vezes faísca

Estou ligada na tomada

Numa noite mal dormida

 

Se o teu amor for fragil e não resistir

E essa mágoa então ficar eternamente aqui

Estou de volta a imensidão de um mar que é feito de silêncio

 

Se os teus olhos não refletem mais o nosso amor

E a saudade me seguir pra sempre aonde eu for

Fica claro que tentei lutar por esse sentimento

 

Diga sim ouça o som

Prove o sabor que tem o meu amor

Cole em mim a tua cor

Eu te quero sim sem dor

 

(2x)

 

Diga sim

 

Diga sim

 

Diga sim ouça o som

Prove o sabor que tem o meu amor

Cole em mim a tua cor

Eu te quero sim sem dor

 

(2x)

 

Diga sim

Diga sim…”

Quero Sim – Paula Fernandes

 

Guida, meu anjo lindo, aproveito esta música para te deixar um beijão de parabéns e desejar que faças muitos e que sejas super, mega, hiper, feliz! Tu mereces mais que ninguém!
Curte o teu dia ao máximo, não vamos estar juntas mas vou estar aí em pensamento! Adoro-te!
Beijocas e muitos parabéns!

Beijinhos e continuação de uma semana óptima para todos o que vão passando…

Publicado por mar_praia em 03:23:05 | Permalink | Comentários (2)

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Apenas mais um ano…

Mais um ano passou desde que te conheci, já vamos em 5… Tivemos momentos bons, momentos menos bons e momentos que não sei como descrever!
Tanto poderia ainda ser escrito sobre a nossa convivência, sobre os nossos sentires, mas acho que já não vale a pena. Tu sabes o que sinto e eu tento adivinhar o que tu sentes… Para já basta!


 

Para este ano deixo apenas uma música. Esta música está nos meus ouvidos desde que fui ver o filme Mamma Mia.
Diverti-me imenso, fartei-me de cantar e ainda trouxe para casa uma cena que me tocou profundamente (não só pela letra como pela paisagem, ou não houvesse mar :p) e que deixo aqui para marcar este dia!

(Antes de clicar no play é melhor desligar o video que está na barra lateral para não ter duas músicas ao mesmo tempo)

"I don't wanna talk 
About the things we've gone through 
Though it's hurting me 
Now it's history 
I've played all my cards 
And that's what you've done too 
Nothing more to say 
No more ace to play
 


 The winner takes it all 
The loser standing small 
Beside the victory 
That's a destiny 
I was in your arms 
Thinking I belonged there 
I figured it made sense 
Building me a fence 
Building me a home
 

Thinking I'd be strong there 
But I was a fool 
Playing by the rules 
The gods may throw a dice 
Their minds as cold as ice 
And someone way down here 
Loses someone dear 
The winner takes it all.
 
 The loser has to fall 
It's simple and it's plain. 
Why should I complain.  
But tell me does she kiss 
Like I used to kiss you? 
Does it feel the same 
When she calls your name? 
Somewhere deep inside 
You must know I miss you 
But what can I say 
Rules must be obeyed
 
 
 
 

The judges will decide  
The likes of me abide 
Spectators of the show 
Always staying low 
The game is on again 
A lover or a friend 
A big thing or a small 
The winner takes it all 
 
 I don't wanna talk 
If it makes you feel sad 
And I understand 
You've come to shake my hand 
I apologize 
If it makes you feel bad 
Seeing me so tense 
No self-confidence 
But you see 
The winner takes it all
 
 
 The winner takes it all... 
Someone dear... 
Takes it all... 
The loser ... 
Has to fall... 
Throw a dice... 
As cold as ice... 
Someone way down here... 
Someone dear... 
Takes it all..."
 The Winner Takes It All – ABBA

Deixo-te um beijinho enorme e faço votos que tudo esteja a correr bem eque sempre assim seja!

Uma excelente semana para todos...
Publicado por mar_praia em 03:40:28 | Permalink | Sem Comentários »

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Apenas um desabafo!!!

Tive um dia não muito bom hoje e se a manhã já tinha sido complicada, para a tarde piorou! Então deu-me para me perder no meu blog, ler textos antigos e passar “horas” a ver e ouvir o video-clip da música que tanto gosto…

Que história de amor tão triste! Porque fugiu ele depois de um acto tão lindo e porque ela o deixou fugir depois de o ver naquele estado?

Porque deixamos o nosso amor fugir? Porque temos medo de o agarrar e de sermos felizes? Porque temos medo de ferir outra ou outras pessoas ao decidirmos pela nossa felicidade? Porque temos medo de confiar em quem amamos? Porque fazemos os outros pagarem por aquilo que vivemos no passado? Tantas perguntas sem respostas, ou pelo menos eu não encontro as respostas!

De facto um dia péssimo!

Deixar um beijinho de parabéns e de muitas felicidades a um menino muito reguila mas amoroso e um muito especial ao Pai dele!

Beijinhosssss para todos

Publicado por mar_praia em 18:14:52 | Permalink | Comentários (5)

Quinta-feira, Novembro 6, 2008

…terceiro e último!

aaaaaaaaaaaaaaaaa


“Sei que um dia voltarás a caminhar ao meu lado pelas mesmas ruas de sempre, onde há portas de casas mais baixas que nós e a luz amarela dos candeeiros antigos protege os amantes e os seus sonhos ainda e sempre por realizar. O teu feitio tranquilo e conciliador vai encontrar uma forma subtil de apoximação (…) e sei que não te vou resistir.

(…)

Sei que vou sentir-te outra vez como se nunca me tivesses saído do sangue, mas espero já ter aprendido a viver com isso. Há amores que nunca morrem, não há? Por isso, até conseguir alcançar esse estado de sabedoria e despredimento, preciso de paz e de silêncio, para que o meu luto não seja em vão.

Infelizmente não posso usar a minha segunda visão para tentar adivinhar como te sentes, se estás feliz na tua cidade, se te apaixonaste por outra mulher ou vives os dias como eu, afogado em trabalho, e quando te deitas à noite, a tua cama é tão vazia como a minha e se enche de saudades minhas, enquanto choro com saudades tuas.

(…)

Talvez seja ainda demasiado cedo, talvez todo este amor tão intenso e intensamente revelado te tenha assustado para sempre. Não sei se sabes ou não amar, mas tenho a certeza que não sabes receber. Não estás habituado, não sabes lidar com isso. Eu também não sabia, mas percebi que se não aprendesse, nunca me serviria de nada amar e dar, porque nunca teria retorno.

(…)

A tua caverna é uma espiral e tenho a certeza que o nosso amor te deu alento para saíres dela. Mas estavas no centro, tens por isso muitas voltas a percorrer e tens de as percorrer sozinho. Já te dei pistas e te mostrei caminhos, nada mais posso fazer agora. Outras mulheres, mais orgulhosas, teriam fechado o seu coração para sempre, mas eu não sou assim. De que me serve o orgulho se não me aquece o coração? Talvez me aches fraca, mas só os mais fortes têm coragem de revelar as suas fraquezas. É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração e eu espero por ti ainda e sempre o melhor. Sempre, sempre.

Sabes o que me faria feliz agora? Ser surpreendida pela vida. Ouvir a campainha da porta e receber um ramo de flores. Atender o telefone e ouvir a voz de um amigo que vive do outro lado do mundo, com quem não falo há muito tempo e que julguei ter perdido para sempre. Ir ao correio e receber um postal de um velho conhecido. Ver um filme que me ensine algo de novo e diferente. aprender uma nova canção. Ler um livro que me aqueça a alma.

O que quero da vida, afinal, são coisas muito simples; paz, tranquilidade, amigos, tempo para aqueles que amo, uma casa com sol e o coração cheio. E quero acreditar que um dia o amor vai de novo bater à minha porta, um amor talvez menos profundo e mais fácil, sem um cavalo branco, mas igualmente puro e belo, como foi o nosso.

(…)

Devia ser contida e orgulhosa, esconder-me atrás de um muro como tu, mas as janelas da minha torre são grandes e não as consigo fechar. Prefiro trocar o orgulho pela verdade, ainda que isso me retire mistério e encanto. De qualquer forma, já nada tenho a perder e é a verdade que nos leva a encontrar a paz, como sempre acontece em todos os finais. Quando o coração morre, morre sempre devagar. Va-se desfazendo como as folhas das árvores que caem no Outono, folha a folha, até à ultima, tal como a esperança que um dia sucumbe à realidade e desiste.

Escrevo-te este diário, que se transformou na mais sincera carta de amor, para que nunca te esqueças do que foi o meu amor por ti.

Já estou cansada das palavras, mas não tenho outra forma de tocar a eternidade. Ao ler cada linha, sei que é a minha voz que irás ouvir.

Talvez o teu coração perca o medo de saltar para fora do teu peito e descubras finalmente onde pode ser a tua casa. Ou talvez o feches em fúria, me amaldiçoes por toda a sinceridade e despudor e o escondas num lugar perdido, para nunca mais o abrir, como fizeram os homens com a caixa de Pandora, acreditando que era ela a culpada de se terem espalhado pelo mundo todas as desgraças e enfermidades. Só a esperança não saiu da caixa, para salvar os mesmos homens. Quem sabe um dia, alguém a descobre perdida, escondida num armazém obscuro de um antiquário cego e surdo e volta a abri-la, devolvendo ao mundo o que sempre mais lhe faltou.

Mesmo assim, acredito que não me lerás de uma forma tão trágica e triste. Acredito que, mergulhado no silêncio, conseguirás ouvir a minha voz que sempre te tocou e, apesar da distância, sentirás a minha cara encostada nas tuas costas e os meus braços à volta do teu peito amparando-te no teu caminho, o meu olhar protector e a pedir protecção, o calor do meu corpo encostado ao teu, e à nossa volta, como uma benção dívina, aquele véu de esperança que afinal nunca se perdeu.

Até lá, e porque a vida nunca é como a imaginamos, espero por ti sem esperar, sonhando que aquilo que desejo, se for bom para mim e o melhor para o mundo, se realize, e a tua ausência seja apenas uma etapa, a razão pela qual te escrevi este diário.

Talvez ele te sirva para que te libertes dos medos, abandones a caverna e as suas tristes sombras. Se assim for,de alguma forma, terei cumprido a minha missão. E mesmo que não te tenha nos meus braços, viverás em mim, por tudo o que te dei, apesar de saber que é muito difícil ajudar alguém que cresceu sozinho e se habituou a nunca contar com o amor e a dedicação dos outros.

Cada escravo carrega a chave da sua liberdade, por isso aqui a tens. Todo o tempo que não é dedicado ao amor é tempo perdido. E tudo o que não é dado perde-se.

Este diário não foi inspirado em ti, meu querido, foi escrito para ti. É teu. Peço-te que o guardes para sempre no teu coração.”

do livro Diário da tua ausência da Margarida Rebelo Pinto

Pois é meus amigos, este livro é, para mim, o melhor que já li dela.
Uma vez mais em cada frase, em cada palavra, me revi, revi a minha vida, o meu viver e por isso aqui deixei, ao longo destes três últimos posts, o que vivi contigo e com a tua ausência ao longo dos últimos 5 anos da minha vida…

Deixo a quem passa beijinhos e votos de um fim-de-semana excelente!

Publicado por mar_praia em 17:35:07 | Permalink | Comentários (2)

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

O segundo…

(Buarcos, 19-10-2008)

“Não sou dona do tempo, nem de nenhuma verdade, a não ser daquilo que sinto. Mas o que sinto está cá dentro, só eu vejo, e mesmo que te explique com todas as palavras do mundo, nunca saberei se me expliquei bem e, caso o tenha feito, se entenderás o que te digo exactamente da forma como te quis dizer, por isso é que às vezes fico calada e espero que o tempo resolva os enigmas mais complexos – ou mais simples – da existência.

Amor é muito mais do que hábito, é sobretudo tempo. E quando se ama, há sempre dúvidas e medos, há sempre uma vontade secreta de outros desejos, de outras vidas, de outras viagens, mas vem o tempo e decide por nós aquilo de que não somos capazes.

Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, afeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. E se calhar é por tudo isso que já aprendi a esperar, confiando à vida tudo o que não sei, ou não posso escolher. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é mais fácil viver.

 

(…)

 

Afinal, porque te escrevo este diário, quando sinto a cada dia que passa que não vais voltar? Escrevo porque ninguém ouve, mas quando estas palavras forem impressas e ganharem vida própria, sei que vão chegar a muitas pessoas e serão uma ponte para casais desavindos, amores perdidos, mas nunca esquecidos, namorados que a vida separou mas que ainda se amam, amigos de costas viradas que se entenderão, homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres que se amam, mas que ainda não encontraram o mesmo caminho.

São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça. Preciso de as libertar, preciso de lavar a alma e limpar o coração, mesmo que isso signifique pôr uma pedra em cima daquilo que mais amo e desejo. E para me ver livre delas, revelo-me nestas folhas sem pudor, porque já não tenho nada a perder.

 

(…)

 

Afinal, se for rigorosa, posso pensar que nunca poderia esperar de ti outra coisa. Andaste meses a esconder da tua namorada a minha existência. Preferes calar a falar, preferes disfarçar a enfrentar, preferes a boa educação à franqueza. Não são defeitos, é o teu feitio. Quando disseste ao teu irmão para não me dizer nada porque não me querias magoar, estavas mais uma vez a condescender, como quando me passavas a mão pelo cabelo como se eu fosse uma boneca ou uma criança – ou as duas coisas – e me dizias don’t give me that look.

Como hei-de olhar para ti agora, depois de tudo o que se passou? Perdi a confiança em ti, porque me mentiste. Já andavas a mentir a outra mulher há muito tempo, por isso, porque é que havia de ser diferente comigo? Se te chamasse cobarde, podias acusar-me de ser dura, mas não me podias acusar de ser injusta, pois não?

Sempre me disseste que sabias que o que sentias por ela não era amor, porque já tinhas sentido amor antes e não era a mesma coisa. No entanto, sempre a quiseste poupar à realidade. Porquê, se não a amavas? O Miguel e o teu irmão, que te conhecem bem, dizem que não está em causa o que sentes por mim, porque me adoras, mas o facto de não podermos construir nada porque vivemos em cidades diferentes e nenhum de nós quer mudar a sua vida pelo outro. Mas o que sentiste por mim também não foi amor, porque se fosse, terias feito alguma coisa por mim, por nós, e tu nunca quiseste ou soubeste fazer grande coisa.

 

(…)

 

Os dias continuam a correr devagar; às vezes sinto que te estou a esquecer, outros tenho a certeza que a ferida nunca vai fechar. Às vezes penso que nunca mais serás uma pessoa próxima. Outras vezes, sonho que um dia acordas e escolhes o teu caminho e que esse caminho é aqui, no país do sol, ao meu lado, na casa dos tectos altos e do jardim coberto de alfazemas.

 

(…)

 

Já não estou à tua espera, quero apenas ficar quieta. (…) A amizade é o amor sem preço nem prazo de validade, por isso aceito sem reservas e sem mágoa qualquer atitude que ele queira tomar, porque sei que a nossa amizade é eterna e que ele vai voltar, como se nunca se tivesse afastado. (…) Tenho saudades dele como tenho de todas as pessoas que amo, e quando amo alguém tenho saudades todos os dias (…)

Tenho muitas saudades tuas. E saudades do tempo em que confiávamos um no outro e sentíamos que estávamos no mesmo barco, porque mesmo longe, queríamos ajudar, proteger e apoiar o outro em tudo, de uma forma incondicional e total, queríamos amar-nos e dar-nos um ao outro. Mas tenho ainda mais saudades de me sentir cheia de amor por ti. Será que não amamos os outros pelo que são, mas por tudo o que nos fazem sentir?

 

(…)

 

Nunca vemos o amor chegar; só o vemos a ir-se embora. Estou numa estação de comboios, sentada num banco de pau, completamente só. Perdi o teu comboio e não quero apanhar nenhum outro. Está frio. Um vento seco e cortante faz com que me encolha como um bicho de conta. Já não há sonho, já não há dádiva, os dias voltaram a ser cinzentos e tristes. Agora são todos iguais, sempre iguais. Trabalho, respiro, durmo e como o melhor que posso e sei, e tento esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas as superfícies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado, o olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma nova realidade.

Respeito o teu silêncio porque ainda me sobra uma ponta de orgulho, porque sempre te disse que uma força imensa me empurrava para ti – I will always run to you but never after you, lembras-te?

 

(…)

 

Pensei que a amizade e o respeito que sempre sentimos um pelo outro conseguiria levar-nos para outro lugar, ou pelo menos de outra forma, e isso entristece-me profundamente. Por mais que me esforce, é impossível não me sentir decepcionada. E o pior é que se fizeste tudo isto porque achas que desta forma nos conseguiríamos libertar um do outro, quando nos voltarmos a ver, tenho a certeza que ambos vamos sentir na pele que o tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, porque ele não cura todos os males nem apaga todas as dores; apenas serve para domar os sentimentos mais fracos e fazer crescer os mais fortes. Por isso e porque sei que não queremos guardar mágoa um ao outro, tento esquecer-te devagar, sem te odiar, porque o ódio também é uma forma desesperada de amar ainda e sempre aqueles que já não podemos ter ao nosso lado.

Não quero nem sei guardar rancor, nem remorso, nem raiva ou censura. Apenas uma dor que ficou no peito, que dói e que dura. O amor, que existe antes e depois de tudo, é uma força poderosa e triste, porque fecha o coração a todos os outros prazeres que ele não pode dar.

A pouco e pouco, com enorme esforço e nenhuma vontade, tento não pensar mais em ti, refugiando-me na ideia de que é sempre muito mais interessante o que escrevemos sobre os homens que amamos do que aquilo que eles são na realidade.

Deixei de imaginar como te podia receber e mimar sempre que voltasses à minha cidade, de me lembrar de lugares mágicos e escondidos, de restaurantes acolhedores e de miradouros românticos, deixei de sonhar com a tua presença na minha vida (…) a tua mão a fechar a minha, os teus braços à minha volta, o teu olhar líquido e triste a nadar dentro do meu. Tudo o que desejo agora é que me saias da pele como as folhas que caem no Outono, e com esse tapete sob meus pés conseguir caminhar sem pisar as pedras.

Como te disse há pouco tempo, num daqueles momentos raros em que baixaste a guarda e me telefonaste, tu escolheste nunca descer do cavalo. Não tive por isso outra escolha senão a de subir a uma torre e por lá ficar a escrever histórias, até que alguém me lance uma escada mágica e me traga ao colo de regresso ao mundo.”

 

 

Diário da tua Ausência – Margarida Rebelo Pinto

aaaaaaaaaaaaaaaaaaa       aaaaaa

aaaaaaaaaa(Buarcos, 19-10-2008)

Beijinhos e votos de um excelente fim-de-semana…

Publicado por mar_praia em 12:20:26 | Permalink | Sem Comentários »